A viagem no tempo de tranquility base hotel & cassino

 

Com texturas um tanto densas, e com ares de música dos anos 60. O Arctic Monkeys traz em seu sexto disco aquilo que vêm sendo mostrado desde Am. Uma onda de melanconia e nostalgia que parece refletir intensamente o frontman Alex Tunner.

Essa onda retrô pode ser justuficada graças ao uso em excesso de teclados sintetizadores, mais não como os atuais e sim os valvulados muito utilizados em meados de 1964 com o boom do American Way Life, ou do bom e velho português, o jeito americano de se viver.

Foto do disco físico

Discordo em parte quando li algumas afirmativas dos principais críticos do país, dizendo que esse disco veio salvar o rock mundial. Pois essa onda de nostalgia está presente na música desde 2011 quando por exemplo a banda também britânica, Foster the people, emplacou o hit Pumped up kicks, ou os próprios monkeys com o quinto disco Am.

Mesmo assim, digo que o novo álbum é um primor no quesito técnica e diversidade de formas de se produzir o nosso bom e velho rock and roll.

Entre os estilos que marcaram presença com força e gás, é o blues que diga-se de passagem é o pai do rock. Uma novidade que tem tirado o fôlego dos fãs brazucas são as referências gritantes da nossa  MPB dos anos 70 e 80. Algo inclusive confessado por tunner durante uma entrevista concedida para a revista de música Billboard.

De acordo com Alex Tunner, uma de suas inspirações é o Lô Borges, cantor mineiro que marcou a nossa música nacional com sua participação no famoso Clube da esquina.

Já em relação às músicas o disco não deixa a desejar e entre os destaques posso citar a canção “Star Treatment” que bebe de sons típicos do blues e jazz dos anos 60 e 70. Porém ressalto que talvez seria interessante não ter utilizado em excesso o efeito delay que dá uma textura de estar em um ambiente aberto.

Outra música que chama atenção é a faixa título do albúm, “Tranquillity Base Hotel & Casino” que remete muito ao repertório do álbum Am.

De forma resumida o disco é um tanto mais sombrio do que os demais trabalhos da banda, mostrando o que pode ser a próxima fase do Arctic Monkeys.

 

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